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...por isso ela é a nossa cara!
domingo, 24 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Jussarinha apresenta seus autorretratos
As crianças da comunidade do munícipio de Santana do Mundaú expõem, através de fotografias, a cultura e o povo da sua região. A exposição será montada no dia 22 deste mês na escola do Sítio Jussarinha e contará com as imagens abaixo, confira!
Imagem de Geanderson Ferreira, 11 anos
Foto de Wemerson da Silva, de 08 anos
Imagem de Jeferson Lima, de 04 anos
Fotografia de Marcos Cipriano, de 08 anos
Imagem de Mikaely Alves, de 09 anos
Foto de Wilma Maria da Silva, de 06 anos
Imagem de Marcos Alves, de 12 anos
Foto de Jamelino Cipriano, de 11 anos
Imagem de Maria Raquel Alves, de 09 anos
Foto de Bruno Cipriano, de 10 anos
Imagem de Rayane de Moura, de 11 anos
Fotografia de Anderson Silva, de 11 anos
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Quilombolas coloridos
Comunidade Jussara de Santana do Mundaú se encanta com o mundo digital
Embora o termo quilombo faça referência aos locais de resistência, onde negros que fugiram da escravidão e dos maus tratos dos senhores das fazendas sobreviveram até a abolição, há apenas 121 anos, à designação ainda não é bem compreendida por seus sucessores, seja a nova ou até mesmo a mais antiga geração dos resistentes que povoam o Sítio Jussarinha. “Ainda estamos em processo de reconhecimento, mas poucos sabem o que quer dizer quilombola”, conta Oscar Hortêncio, uma das lideranças do local.
E quem visita pela primeira vez o Sítio pensando que vai encontrar negros, com calças de saco e batendo pilão, com certeza se decepcionará, pois a mistura de cores em nada diferencia as trinta e duas famílias da comunidade do resto da população brasileira e energia elétrica já ilumina o local há pelo menos quatro anos. “Geladeira era coisa de rico pra mim que criei meus filhos na luz da lamparina”, revela dona Quitéria Cipriano, uma das moradoras mais antigas do local.
As crianças – e os adultos também – se encantaram com as máquinas digitais. “Ai a gente com uma dessas aqui, não ia dar sossego”, revelou todo animado seu Oscar, que quase não deixou as crianças manusearem as câmeras sozinhas. A identificação nas imagens causou euforia entre a comunidade, que depois dos cliques espera ansiosa os resultados das fotos. Assim como em Barra Grande, a exposição será montada na comunidade e cada participante receberá um CD e a imagem escolhida para a mostra, em tamanho10x15 cm.
Dificuldades – Mesmo sendo uma comunidade com acessos a algumas vantagens da modernização, a monocultura da laranja é a produção que ainda sustenta a comunidade. Espremidos entre fazendas de pasto, a população se desdobra em trinta e oito hectares de uma terra que, embora produtiva, já sente o desgaste do tempo e da falta de nutrientes. A matéria prima é escoada por atravessadores pela metade do preço que é revendida nos municípios. A maioria das famílias também é beneficiada pelo programa Bolsa Família, do Governo Federal.
E quem visita pela primeira vez o Sítio pensando que vai encontrar negros, com calças de saco e batendo pilão, com certeza se decepcionará, pois a mistura de cores em nada diferencia as trinta e duas famílias da comunidade do resto da população brasileira e energia elétrica já ilumina o local há pelo menos quatro anos. “Geladeira era coisa de rico pra mim que criei meus filhos na luz da lamparina”, revela dona Quitéria Cipriano, uma das moradoras mais antigas do local.
As crianças – e os adultos também – se encantaram com as máquinas digitais. “Ai a gente com uma dessas aqui, não ia dar sossego”, revelou todo animado seu Oscar, que quase não deixou as crianças manusearem as câmeras sozinhas. A identificação nas imagens causou euforia entre a comunidade, que depois dos cliques espera ansiosa os resultados das fotos. Assim como em Barra Grande, a exposição será montada na comunidade e cada participante receberá um CD e a imagem escolhida para a mostra, em tamanho10x15 cm.
Dificuldades – Mesmo sendo uma comunidade com acessos a algumas vantagens da modernização, a monocultura da laranja é a produção que ainda sustenta a comunidade. Espremidos entre fazendas de pasto, a população se desdobra em trinta e oito hectares de uma terra que, embora produtiva, já sente o desgaste do tempo e da falta de nutrientes. A matéria prima é escoada por atravessadores pela metade do preço que é revendida nos municípios. A maioria das famílias também é beneficiada pelo programa Bolsa Família, do Governo Federal.
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oficina de fotografia,
Santana do Mundaú
terça-feira, 12 de maio de 2009
Autorretrato chega à comunidade Quilombola Jussara em Santana do Mundaú
Crianças descobrem a tecnologia digital da câmera fotográfica e apresentam os patrimônios e as gerações de sua comunidade centenária
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oficina de fotografia,
Santana do Mundaú
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Autorretrato monta exposição em Barra Grande
Crianças e comunidade vêem os trabalhos expostos nas escolas, além de cada participante receber sua fotografia e um CD com os melhores cliques e bastidores das oficinas
A montagem da exposição nas escolas Esperidião Durval e Antônio Verçosa foi uma verdadeira festa. Desde cedo, as crianças aguardavam a equipe do Autorretrato para acompanhar todos os passos das monitoras. Além da mostra com as 29 fotografias em formato 20x30 cm nas duas escolas, cada criança recebeu a mesma imagem selecionada, no formato 10x15 cm e um CD com suas melhores imagens, além de fotos dos bastidores do projeto. Essas fotos expostas agora pertencem às escolas e foram apresentadas a comunidade durante a feira de conhecimento, promovida nos festejos de comemoração ao aniversário de 134 anos do município de Maragogi.
Os organizadores do projeto Autorretrato agradecem a oportunidade de presenciar e compartilhar momentos tão especiais, divididos com pessoas de grande talento e sensibilidade. Aos pais, colaboradores, professoras e claro, nossos pequenos amiguinhos, nosso maior abraço!
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Barra Grande,
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
Secretário de Cultura de Maragogi fala sobre as potencialidades de sua região
Jadson Almeida ainda quer executar projetos ousados, como oficinas de aptidão para crianças e o registro dos patrimônios imateriais do município
“Só se cria expectativas quando há dúvidas”. Essa é uma das frases que foram ditas num bate papo com o secretário de Cultura de Maragogi. Jadson Almeida, o Jacó, como é conhecido por todos, diz que ao saber que o projeto Autorretrato escolheu as crianças de Barra Grande para as oficinas, percebeu que essa era uma grande oportunidade para iniciar um processo de descoberta de talentos, entre os estudantes da comunidade. Responsável pela pasta de cultura desde janeiro, Jacó sabe das limitações e das dificuldades para tocar uma secretaria num município onde às potencialidades são atribuídas apenas ao turismo. “Sei que os folguedos de Maragogi já foram por demais desgastados, nunca contaram com apoio nem o respeito devido, mas quero mudar essa realidade”, confessa.
“Só se cria expectativas quando há dúvidas”. Essa é uma das frases que foram ditas num bate papo com o secretário de Cultura de Maragogi. Jadson Almeida, o Jacó, como é conhecido por todos, diz que ao saber que o projeto Autorretrato escolheu as crianças de Barra Grande para as oficinas, percebeu que essa era uma grande oportunidade para iniciar um processo de descoberta de talentos, entre os estudantes da comunidade. Responsável pela pasta de cultura desde janeiro, Jacó sabe das limitações e das dificuldades para tocar uma secretaria num município onde às potencialidades são atribuídas apenas ao turismo. “Sei que os folguedos de Maragogi já foram por demais desgastados, nunca contaram com apoio nem o respeito devido, mas quero mudar essa realidade”, confessa.
O secretário elaborou um plano de ação ousado para sua gestão. “No meu projeto estão incluídos cursos de aptidão, quero que as crianças descubram seus talentos, mas para isso é preciso contato, farei todo o possível para dar continuidade e estimular propostas que estejam voltadas para elas”, explica. Um ponto importante salientado por Jacó foi à relação entre identidade cultural local. “A televisão foi uma invenção maravilhosa, mas tira as pessoas do ar, o que é até contraditório. É preciso que os cidadãos questionem sobre sua identidade natural e os seus papéis nas comunidades onde residem, infelizmente, muitos habitantes de Maragogi ainda não sabem explorar as potencialidades que nossa terra possui”, confessa.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Na mira da tecnologia
Enquanto as crianças descobrem ferramentas do mundo digital, a geração mais velha quer aprender a navegar pela era virtual para trocar informação e conhecimento
“No meu tempo as coisas não eram tão fáceis como agora”, diz a professora Aurenita Pimenta. Curiosa tal e qual os pequenos, a paciente senhora participou ativamente das oficinas e ainda arriscou produzir algumas imagens. “Fico vendo tudo, não é tão difícil quanto parece”, declarou. A professora, assim como todas as suas colegas de ofício do povoado de Barra Grande fazem parte de um perfil da geração social que precisa voltar a ocupar as salas de aula como estudantes, para conhecer o que a tecnologia é capaz de oferecer, principalmente para acompanhar a linguagem a nova geração, que não para de avançar. “Antigamente minha filha queria uma bicicleta, hoje ela me pede um computador”, fala Aurenita, animada ao lado da filha. “Agora não é só ela que quer, eu também estou bastante interessada em aprender como navegar na internet e usar a máquina”, contou.
Para a diretora da Escola Esperidião Durval, Lindalva Rafael – que também não vê à hora de voltar à sala como aprendiz – a oportunidade dela, assim como a de todas as educadoras do povoado, está mais próxima de acontecer do que nunca. O programa Proinfo, do Ministério da Educação, deve instalar na comunidade nas próximas semanas, 20 computadores, sendo 10 em cada escola e todos com internet. O MEC ainda custeará um monitor para ajudar no aprendizado de programas, além de ensinar as crianças ferramentas de navegação. “Vamos nos juntar para tirar um tempinho para aprender, pegaremos no pé desse professor que já prometeu ajuda”, declarou a diretora, que contou com apoio de todas as professoras. “A ansiedade é geral, estamos cansadas de ficar de fora das novidades que só o mundo virtual oferece, fico boba só de ver como meu filho já sabe tudo enquanto eu ainda estou bem longe de compreender do que se trata”, disse a educadora Nazaré de Lima.
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