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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O nosso obrigado ao mestre!

Ronildo Reis merece um agradecimento especial da equipe do Autorretrato. Em dois dias de oficinas de fotografia, o professor e também diretor da Escola Estadual Xingó, aproveitou as atividades do projeto para dar uma aula prática e apresentar um pouco dos aspectos históricos e geográficos da cidade de Piranhas. Fotógrafo com olhar apurado o também guia turístico foi fundamental na decisão do roteiros que foi explorado pela equipe do Autorretrato e registrado pelos participantes do projeto.


Como um conhecedor da região, o professor Ronildo narrou a trajetória histórica dos sertanejos que vivem ao redor do Velho Chico. Da passagem de D. Pedro II pela cidade Capelinha, a presença dos ingleses retirando madeira e pedra da região, chegando até a contar causos da região que hoje atrai olhares de turistas de todo o mundo. 



Junto aos alunos o professor participou com empenho da atividade extra-sala de aula, caprichou no enquadramento de paisagens já tão conhecidas por ele, e mostrou para a turma de visitantes e estudantes que ainda é possível apreciar as belezas do Nordeste mesmo vivendo todos os dias neste lugar que encanta pelas diversidades histórica, arquitetônica e natural. 
     


Este é o exemplo de professor que contribui para a formação do povo sertanejo, alagoano, nordestino e brasileiro. Agradecemos a sua dedicação Ronildo, ela foi fundamental para o sucesso dessa turma. Um abraço especial da nossa equipe!

sábado, 13 de agosto de 2011

Diversão e conhecimento com a turma de Piranhas

Os dois dias de oficinas de fotografia digital com a turma da escola Xingó I foram de muita descontração, aprendizagem e diversão! Todo espaço seria pouco para tanta imagem boa... 

Fotos de Patrícia Machado




O cenário encantador de Piranhas ajudou a compor as fotografias, além de proporcionar uma aula de campo que envolveu história, geografia, ciências, português tudo feito com muita alegria e vontade de aprender... 

  Foto de cima da torre do relógio no final do primeiro dia, de Erly de Farias

"Pensei que iriamos aprender a fotografar na sala de aula, até assim achei bom. Mas fotografar a cidade que a gente mora é melhor ainda. É muito diferente ver por trás da câmera", revelou José Jonatam, de 11 anos.

Foto de Patrícia Machado

O grande desempenho gerou uma excelente produção. A turma trocou opinião sobre as fotografias produzidas, sobre a história da cidade em que vivem, além de dar muita risada, cantar, conversar, passear...

Autorretrato de Samoel Pinto, na chamada trilha do conhecimento

 Até o professor Ronildo entrou na brincadeira, na foto de Ellen Janine

Valeu turma, vocês são demais...Até a próxima aventura!

domingo, 17 de julho de 2011

Quilombolas fazem seus autorretratos

Jovens fotografaram o cotidiano da comunidade que vive resistindo às mudanças do tempo   

Foto: Carol Cabral 

O céu não abriu e a chuva não cessou. Mesmo assim, embaixo das sombrinhas e sob a cobertura do galpão que serve de ateliê para os artesãos da comunidade Muquém, em União dos Palmares, os jovens fotografaram um pouco povoado onde vivem na oficina de fotografia digital, realizada pela equipe do projeto, no dia 16 de julho.

Foto: Patrícia Machado

Na oportunidade, os adolescentes registraram atentos os trabalhos de dona Irinéia e seu Antônio, casal de artistas referência do local, que modelam no barro a vida e os costumes da comunidade. Além deles, outros elementos importantes que fazem parte do dia a dia do lugar também entraram no foco: as pequenas roças, a criação de animais, a produção do artesanato, os afazeres domésticos.

Foto: Waldson Costa

Vítimas da cheia que atingiu Alagoas e Pernambuco em junho do ano passado, a comunidade possui uma forte relação com o rio, que banha todo o povoado. Devido à intensidade das águas, o Muquém perdeu casas e teve todas as construções condenadas pela Defesa Civil. Apesar disso, muitos moradores permanecem no local, lutando contra as alterações do tempo.

 Foto: Patrícia Machado

A chuva arrastou tudo, mas encontrou resistência no caminho. Uma jaqueira, que embora não seja imponente no tamanho, foi forte em suas raízes, e conseguiu salvar a vida de 52 pessoas. Agarrados em seus troncos, os quilombolas atravessaram a madrugada rezando e pedindo a Deus que as águas não levassem ninguém. Como mais um símbolo de resistência da comunidade, a árvore ganhou fitas coloridas como forma de agradecimento e o respeito dos moradores. 

Foto: Patrícia Machado

O resultado da oficina poderá ser conferido a partir do dia 24 de julho, quando a exposição com as melhores imagens dos participantes será exposta na comunidade. 

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Os autorretratos da Serra do Capela

Crianças Waconã Kariri Xucurú captam as belezas de seu povo e de seus costumes, dando exemplo de formação e tradição cultural. Nas imagens, um espetáculo de cores e conteúdo, o que deixou a equipe do projeto encantada com os resultados obtidos

Fotografia feita por Jacira Celestino Gomes da Silva - 11 anos
Imagem da colaboradora Marília Barbosa
Fotografia de Carolina Cabral - Colaboradora
Foto de Patrícia Machado - Assessoria
Fotografia produzida por Kaynamã Celestino da Silva - 12 anos
Foto feita por Marília Barbosa - Colaboradora
Imagem captada por Walsyneide Costa - Colaboradora
Fotografia feita por Rayran Celestino da Silva - 05 anos
Imagem de Carolina Cabral - Colaboradora
Foto de Patrícia Machado - Assessoria
Imagem produzida por Jaciele Felix - 08 anos
Foto feita por José Felipe da Silva Gomes - 13 anos

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Autorretrato chega à Serra do Capela


Crianças Xucurús Kariris de Palmeira dos Índios participam das oficinas de fotografia neste final de semana

Cumprindo mais uma etapa do projeto Autorretrato – O nordeste que é a nossa cara, a equipe desembarca nos dias 3 e 4 na comunidade dos Xucurús Kariris, do alto da Serra do Capela, na cidade de Palmeira dos Índios. Até o domingo, cerca de vinte crianças, com idades entre sete e treze anos, aprenderão, através do manuseio de câmeras digitais, a perceber e registrar os aspectos culturais de seu povo, como as pinturas corporais, a dança e a produção dos artesanatos mais tradicionais, entre eles, a confecção de arcos e flechas.

Os Xucurús Kariris povoam boa parte do município de Palmeira dos Índios, na região do agreste alagoano. Entre os participantes, estão os alunos da Escola Estadual Indígena Cacique Alfredo Celestino e de Escolas Indígenas de outros povoados. O Autorretrato está somando a sua terceira comunidade visitada, já tendo passado pela população pesqueira de Barra Grande, em Maragogi e pelos quilombolas do Sítio Jussara, em Santana do Mundaú.

O projeto pretende disseminar tecnologia, através de oficinas de fotografia para crianças das cinco regiões do Estado. Mais que introduzir o mundo digital, um dos grandes objetivos é o despertar do olhar cultural das novas gerações para as suas comunidades. O projeto é patrocinado pelo Governo Federal, através do Banco do Nordeste.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quilombolas coloridos

Comunidade Jussara de Santana do Mundaú se encanta com o mundo digital

Rezadeira e cavaleiro também são convocados a virarem registro - Fotos de Patrícia Machado
Embora o termo quilombo faça referência aos locais de resistência, onde negros que fugiram da escravidão e dos maus tratos dos senhores das fazendas sobreviveram até a abolição, há apenas 121 anos, à designação ainda não é bem compreendida por seus sucessores, seja a nova ou até mesmo a mais antiga geração dos resistentes que povoam o Sítio Jussarinha. “Ainda estamos em processo de reconhecimento, mas poucos sabem o que quer dizer quilombola”, conta Oscar Hortêncio, uma das lideranças do local.

E quem visita pela primeira vez o Sítio pensando que vai encontrar negros, com calças de saco e batendo pilão, com certeza se decepcionará, pois a mistura de cores em nada diferencia as trinta e duas famílias da comunidade do resto da população brasileira e energia elétrica já ilumina o local há pelo menos quatro anos. “Geladeira era coisa de rico pra mim que criei meus filhos na luz da lamparina”, revela dona Quitéria Cipriano, uma das moradoras mais antigas do local.

As crianças – e os adultos também – se encantaram com as máquinas digitais. “Ai a gente com uma dessas aqui, não ia dar sossego”, revelou todo animado seu Oscar, que quase não deixou as crianças manusearem as câmeras sozinhas. A identificação nas imagens causou euforia entre a comunidade, que depois dos cliques espera ansiosa os resultados das fotos. Assim como em Barra Grande, a exposição será montada na comunidade e cada participante receberá um CD e a imagem escolhida para a mostra, em tamanho10x15 cm.

Dificuldades – Mesmo sendo uma comunidade com acessos a algumas vantagens da modernização, a monocultura da laranja é a produção que ainda sustenta a comunidade. Espremidos entre fazendas de pasto, a população se desdobra em trinta e oito hectares de uma terra que, embora produtiva, já sente o desgaste do tempo e da falta de nutrientes. A matéria prima é escoada por atravessadores pela metade do preço que é revendida nos municípios. A maioria das famílias também é beneficiada pelo programa Bolsa Família, do Governo Federal.
Seu Oscar aprendendo a fotografar - Foto de Patrícia Machado
Antena ao fundo mostra o acesso a cultura da TV - Foto de Thiara Melo

terça-feira, 12 de maio de 2009

Autorretrato chega à comunidade Quilombola Jussara em Santana do Mundaú


Crianças descobrem a tecnologia digital da câmera fotográfica e apresentam os patrimônios e as gerações de sua comunidade centenária

Pose da pequena Wilma da Silva, de 6 anos, para a fotógrafa Larissa Wilson
Agora, vamos conhecer o sítio - imagem de Carol Cabral
Brincadeiras renderam bons ângulos - Foto da colaboradora Carol Cabral
Fotografia da colaboradora Larissa Wilson
Primeiros cliques - imagem de Thiara Melo
Foto de Thiara Melo

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Primeira parada: Barra Grande



Marília Barbosa - fotógrafa colaboradora do projeto