sábado, 24 de outubro de 2009

Autorretrato chega a Pão de Açúcar

Comunidade sertaneja é a última parada do projeto, que exibe o melhor das oficinas na Bienal Internacional do Livro
Fotografia de Marília Barbosa


Depois de percorrer o Litoral, Zona da Mata, Baixo São Francisco e Agreste, a equipe do Autorretrato - O nordeste que é a nossa cara chega ao sertão alagoano. Desta vez, o cenário para as oficinas de fotografia digital é a cidade de Pão de Açúcar, onde serão captados os principais pontos históricos, artísticos, naturais e culturais do município. A cidade é a última a ser visitada pelo projeto, que conclui sua primeira etapa com uma exposição das melhores fotografias feitas pela criançada, nas cinco regiões do Estado, que serão exibidas na Bienal Internacional do Livro, em Maceió.

Participam meninos e meninas das Unidades Municipais de Ensino Ronalço dos Anjos, Maria Tavares Pinto, Joaquim Fonseca e Ruy Palmeira. Mesmo sob o sol forte e muito calor – com temperatura aproximada de 39ºC - as crianças estão animadas e já provaram que tem muita disposição para fotografar. Com 153 anos, Pão de Açúcar é uma das cidades mais antigas de Alagoas. Sua população é de pouco mais de 23 mil habitantes. O Rio São Francisco visto daqui, proporciona uma das vistas mais impressionantes, sua margem possui uma grande praia, que nos finais de semana recebe a população da região.

A proposta principal do projeto Autorretrato é despertar o olhar cultural das comunidades, através da tecnologia digital. A prefeitura da cidade de Pão de Açúcar, através da secretaria de Assistência Social, Educação e de Cultura, são nossos parceiros nesta etapa.
Foto de Marília Barbosa
Exposição final

Das cinco comunidades visitadas, a equipe do Autorretrato selecionará 30 fotografias, que serão expostas durante a Bienal Internacional do Livro, em Maceió. O público geral deverá votar nas melhores fotos e deixar seu endereço na cédula. Após apuração, as imagens mais votadas vão virar cartões postais para serem remetidos aos participantes da escolha. Todas as comunidades envolvidas também vão receber cartões. O público também pode votar através de nosso blog.
Foto de Carol Cabral

sábado, 17 de outubro de 2009

Sim senhor, aqui tem espetáculo!

Como a memória permanece construindo e participando de novas histórias
Fotografia de Larissa Wilson

O Sete de Setembro atravessa as gerações, oferecendo em seu palco todos os tipos de espetáculos artísticos do Estado, tudo graças à vontade de pessoas que teimam em não deixá-lo ausente na memória do povo. O cotidiano do teatro é agitado. A feira de Penedo é instalada ao seu redor, e a longa sombra do prédio em estilo neoclássico, serve de ponto de taxi. Depois de passar quase 40, dos seus 125 anos, fechado e abandonado, hoje o que mais há por lá são pessoas circulando, suas portas, há tempo estão abertas. O palco está lá esperando, sempre iluminado e musicado. As pessoas entram, passeiam totalmente nele, atravessam as cortinas, falam ao microfone, cantam. Muitos tiram fotos e sentam nas cadeiras, experimentando todos os ângulos, com intimidade mesmo. Os atores, os músicos, cantores, aposentados, professores, feirantes, turistas e a população em geral passeiam por lá, a sensação é muito boa.

Camarim - Fotografia de Larissa Wilson

Mas o teatro está sempre assim, disponível, porque que estão cuidando dele, se desdobrando para manter sua vida útil. A diretora, Cláudia Tavares, é uma dessas pessoas. Atriz, Cláudia desenvolveu seu talento e o exibe até hoje no palco do Sete. Sendo uma artista, ela sabe da necessidade de cultura na vida das pessoas, por isso encara com muita seriedade esse compromisso. “Depois que fui convidada a administração, me senti na obrigação de por a minha cabeça de atriz para pensar em como o teatro precisaria estar, para o artista trabalhar e o público se divertir”, conta Cláudia, que também garante que muitas vezes é dureza levar sua rotina e necessidades. “É preciso muita dedicação e amor a causa”, reforça.

A atriz e diretora do Sete, Cláudia - foto de Patrícia Machado

Entre os seis funcionários do Sete, um deles vai contar a você a história detalhada do teatro. “Sua pedra fundamental foi inaugurada em 16 de julho de 1865, o primeiro investidor foi o português Manoel Pereira de Carvalho Sobrinho. O arquiteto, Luigi Lucarini o desenhou em formato de ferradura e depois de 19 anos, seu palco foi inaugurado. Franciscanos bancaram uma parte, e Barão de Penedo financiou com R$ 100 contos. Até a década de 1950, funcionou com a sua capacidade máxima, recebendo todos os atrativos culturais que vinham se apresentar em Penedo. Havia um cinema instalado, quando foi fechado. Ficou em adormecido por quatro décadas e há 15 anos está de fôlego recuperado”, narra com cuidado, Egno Correia. Com 13 anos de casa, ele fala que o prédio se tornou um lar. “Cuido daqui como gosto que cuidem de mim”, brinca. Egno ainda nos conta sobre espetáculos de casa cheia, em geral as comédias, dos festivais escolares, dos corais, balés e bandas que ensaiam e se apresentam no teatro.

Egno posa para as lentes de Waldson Costa

As vidas dos dois personagens ultrapassam as paredes do Sete de Setembro, e nos ensina como é possível e bom passar na história, contribuindo com ela. Egno é um dos diretores da Sociedade Musical Penedense, a filarmônica da cidade, existente há 60 anos. Já Cláudia representa a Companhia Penedense de Teatro, grupo completamente ativo na cultura do Estado.
Brincando - Foto de Walsyneide Costa

domingo, 11 de outubro de 2009

O que tem Penedo?

Penedo tem...

História Passado, Presente e Futuro Casarios

Feira Convento

Memória Bom Jesus dos Navegantes Pescadores

O rio é o São Francisco “Velho Chico” Balsa

Artesanato Barco

Cais Peixes Barqueiros Crianças

Teatro Rochedo Esperança

Criatividade Arte Cultura Orla

Ribeirinhos Turistas
Por isso ela é a nossa cara...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Os autorretratos de Penedo

Crianças retratam os cenários de uma das cidades mais antigas de Alagoas. Exposição está no saguão do Teatro 7 de Setembro, recebendo visitantes locais e turistas
Fotografia de Elaine Almeida Lima, de 12 anos
Foto de Karine Santos Monteiro, 10 anos
Fotografia de Alexander Raimonder Lima Costa, de 12 anos
Foto de Maysa Ferreira dos Santos, de 10 anos
Foto de Alaise Joyce dos Santos Raimundo, 14 anos
Fotografia de Jaine do Carmo Santos, de 10 anos
Foto de Chaiane Maiara dos Santos, 13 anos
Fotografia de Beatriz dos Santos de Andrade, 09 anos
Fotografia de Bruna dos Santos, 13 anos
Foto de Tacio de França Lopes, de 09 anos
Foto de Ana Carla Francisca da Silva, 12 anos
Foto de Camila Lira Santos, de 13 anos
Foto feita por Vanessa Borges Vital, de 11 anos
Fotografia de Karine Santos, de 13 anos
Fotografia de Layne Vieira Santos, de 09 anos
Fotografia de Taynara dos Santos, 11 anos
Foto feita por Nathalia Vieira Lima, de 11 anos

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Penedo: lugar de novas memórias

Crianças de várias localidades participam das oficinas de fotografia, se tornam amigas e aprendem mais sobre história de seu município
Foto da colaboradora Walsyneide Costa
Fotografia da colaboradora Larissa Wilson

Em mais uma aventura do projeto Autorretrato, a expectativa para a cidade de Penedo, região alagoana do baixo São Francisco, foi dividida entre todos: a equipe do projeto e as crianças. Desta vez, a proposta foi agregar meninas e meninos de várias partes do município, principalmente da zona rural. Estavam tímidos no começo, mas graças ao palco do teatro Sete de Setembro – o mais antigo de Alagoas, com seus 125 anos -, eles se fizeram amigos e tiveram suas primeiras aulas de fotografia. Usando as instalações do teatro e, sobretudo, uns aos outros, aprenderam a magia de enquadrar e clicar. Depois do manuseio básico, à volta pela cidade. Durante esse momento, a impressão era de que todos estavam reconhecendo um lugar, presente em nossa história, mas novo na memória. Os belos cenários, não comoveram somente a quem não é natural daquela região, chamou atenção de todos os participantes.
Fotografia de Larissa Wilson

Igrejas, praças, prédios, além do próprio rio, parecem uma paisagem retirada dos livros de história. E aqui, ela prova que não é estática: tudo está em atividade constante, não para. O São Francisco divide sua imponência com os sobrados em variados estilos arquitetônicos, os santos de madeira e roca e as igrejas ornadas de ouro, tudo a custo de muito sangue e suor dos escravos. Na praça da prefeitura, um único canhão, indica que esta terra foi disputada. Os coretos e mirantes provam que a diversão coletiva também é prioridade para seus habitantes. Tudo se mistura, ensinando o passado e o presente de quem ainda está construindo a sua memória. O resultado dos passeios aos bairros de Penedo poderá ser conferido em breve, nas belas imagens feitas pelas crianças.
Foto da colaboradora Carol Cabral
Foto de Larissa Wilson
Imagem feita por Carol Cabral
Foto de Carol Cabral

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Reportagem

Matéria publicada no dia 6 de setembro no caderno de Municípios do O JORNAL





sábado, 5 de setembro de 2009

Autorretrato desembarca na histórica Penedo

Crianças de diversas comunidades de Penedo participam das oficinas de fotografia digital
O projeto "Autorretrato – O nordeste que é a nossa cara" promove de 5 a 7 de setembro, na histórica cidade de Penedo, região do baixo São Francisco alagoano, a quarta oficina de fotografia com máquinas digitais para crianças com idades de 7 a 13 anos. As atividades estão sendo realizadas no Teatro 7 de Setembro, espaço que completa 125 anos na mesma data de comemoração da independência do Brasil. O diferencial desta edição é a presença de crianças de várias localidades da região. Os participantes vieram das comunidades do Riacho do Pedro, Murici, Cooperativa I e II, Marituba do Peixe, Tabuleiro dos Negros, Ponta Morfina, além do centro da cidade. A proposta de formar um grupo com crianças de locais diferentes partiu da própria secretaria de Cultura do município, cujo objetivo é gerar uma troca de conhecimento e cultura entre os participantes.

No primeiro dia, as aulas de campo com os fotógrafos mirins foram no centro histórico da cidade. Para as próximas atividades, estarão reservadas visitas a algumas comunidades de onde essas crianças vieram. O objetivo dos passeios nessas localidades é promover o intercâmbio cultural e social entre a população ribeirinha. Também está programada a apresentação de folguedos típicos da região.



No palco do teatro 7 de Setembro o primeiro contato com as câmeras

O Autorretrato é patrocinado pelo Governo Federal, através do Banco do Nordeste, e nesta edição conta com apoio da secretaria de Cultura de Penedo. O projeto visa promover disseminação digital, despertando nas comunidades um olhar cultural, elevando a sua estima e despertando a atenção para as potencialidades de cada região. Participam das oficinas crianças das cinco regiões do Estado de Alagoas.

Alexander fotografa as barcas do rio São Francisco
Crianças visitam a igreja ornada em ouro